Chuva
Começou o tempo de chuvas no Acre.
Até maio do ano que vem será sempre assim... Com dias úmidos e mais úmidos.
Frase da minha mulher Diana no meio da chuva de quinta, 5:
-Nenhuma cidade acreana está preparada para o longo período de chuva.
Nem a capital. Basta ver que quando chove todo mundo se esconde em casa.
É um paradoxo. São cidades amazônicas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Coisas distintas
Animais: inocência, instinto, coisa boa...
Homens: maldade, maledicência, coisa ruim...
É o mundo sem saída.
Ainda bem que tenho Diana, Isabele e João Lucas.
Animais: inocência, instinto, coisa boa...
Homens: maldade, maledicência, coisa ruim...
É o mundo sem saída.
Ainda bem que tenho Diana, Isabele e João Lucas.
Santa Cruz de La Sierra
Estudantes de duas universidades - Udabol e Ucebol - lotaram seus auditórios para falar, falar muito - e ouvir o que os deputados acreanos tinham a dizer sobre a solução dos problemas que afligem os mais de 5 mil alunos brasileiros, acreanos, especialmente, no vizinho país.
Os encontros, da manhã e tarde, foram prestigiados pelo cônsul do Brasil e por autoridades dessas instituições de ensino. Eles ouviram poucas e boas dos alunos. O cônsul também saiu de orelha quente de tanta reclamação.
Bola dentro da Assembleia do Acre.
Estudantes de duas universidades - Udabol e Ucebol - lotaram seus auditórios para falar, falar muito - e ouvir o que os deputados acreanos tinham a dizer sobre a solução dos problemas que afligem os mais de 5 mil alunos brasileiros, acreanos, especialmente, no vizinho país.
Os encontros, da manhã e tarde, foram prestigiados pelo cônsul do Brasil e por autoridades dessas instituições de ensino. Eles ouviram poucas e boas dos alunos. O cônsul também saiu de orelha quente de tanta reclamação.
Bola dentro da Assembleia do Acre.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
La Paz
Cidade bem cuidada e limpa.
Do aeroporto de El Alto até o hotel onde estamos hospedado percebe-se um cuidado com las calles y las viviendas.
Não me surpreendeu a capital da Bolívia sob o governo de Evo.
Por que o atraso em Cobija?
O atraso foi por conta de uma greve no aeroporto de La Paz. O aeroporto chegou a ser fechado e o Exército teve que intervir.
O jogo é bruto na Bolívia entre oposição e governo.
É a necessidade.
Cidade bem cuidada e limpa.
Do aeroporto de El Alto até o hotel onde estamos hospedado percebe-se um cuidado com las calles y las viviendas.
Não me surpreendeu a capital da Bolívia sob o governo de Evo.
Por que o atraso em Cobija?
O atraso foi por conta de uma greve no aeroporto de La Paz. O aeroporto chegou a ser fechado e o Exército teve que intervir.
O jogo é bruto na Bolívia entre oposição e governo.
É a necessidade.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Nos andes
Nesta terça vou lá em cima do morro. Vou dormir em La Paz, capital boliviana. São mais de 4 mil de altitude.
Na quarta sigo para Santa Cruz de La Sierra.
De lá faço alguns posteres.
Nesta terça vou lá em cima do morro. Vou dormir em La Paz, capital boliviana. São mais de 4 mil de altitude.
Na quarta sigo para Santa Cruz de La Sierra.
De lá faço alguns posteres.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Conferencia de comunicação, 2
Modelo de interesse público
Na Conferência de Comunicação o que mais se ouviu foi queixa sobre as dificuldades de acesso à mídia no Acre. Acesso aos meios de comunicação de empresários – TV, Rádio e Jornais - e até à Rede Pública.
Uma coisa tem que ficar clara, embora não seja muito: não existe imprensa, comunicação, mídia imparcial...Neutra. Isso é uma grande ilusão. O que temos de debater, conversar, é como a sociedade pode controlar os meios dedicados a ela.
Peguemos o exemplo, para ficar em casa, da Rede Pública do Acre [TV Aldeia, FM Aldeia e Difusora, incluindo as dos municípios]. É uma conquista o que temos hoje. Uma TV Aldeia que o Acre todo pode sintonizar. Chegar a esse estágio não foi fácil. Essa mesma Aldeia já foi criada e desmontada em outros tempos, outros governos. Com seus equipamentos, parte deles, inclusive, surrupiados de sua sede.
Hoje, as 22 cidades do Estado recebem as notícias da capital. Na minha adolescência, em Sena, não tínhamos. Tudo bem. São notícias do governo que, cá entre nós, são todas notícias boas, excelentes. E não poderia ser diferente. É o governo que controla a Rede Pública. Se você, leitor, fosse o governo, não faria o mesmo? Claro que faria. Eu também. É natural todo governo querer controlar os meios de comunicação, sejam eles privados [com repasses, com grana] ou os seus, montados com recursos do contribuinte.
Muitos reclamam, com certa dose de razão, do patrulhamento que ainda existe em cima da imprensa. Já houve mais. Mas temos que reconhecer que no passado não era patrulhamento. Era violência, física até, contra quem se dispunha a falar mal do governo. Gostei demais em ouvir o Aníbal Diniz afirmar que ‘o governo errou muito’ em querer controlar a mídia no primeiro governo da Frente Popular. Na minha opinião, o governador Binho tá se lixando para o que dizem – de ruim - do governo dele. Não é por acaso, embora seja coincidência, que a primeira Conferência de Comunicação aconteça exatamente no período Binho Marques.
Para mim, o grande desafio do Acre é encontrar meios de defender o que foi construído [a Rede Pública] e transformá-la de fato e de direito numa Rede de Interesse Público. Com controle social. Mas não só isso: direção oriunda da sociedade, tempo determinado de mandato e orçamento definido pelo Poder Legislativo. Dei, durante a Conferência, o exemplo da BBC, que é financiada pelo cidadão britânico e, do jeito deles, consegue ficar imune ao primeiro-ministro de plantão.
Sei que não é fácil construir um modelo assim. Mesmo a BBC, com a realeza, lordes e súditos, tem lá seus problemas. No entanto conseguiram construir uma mídia pública que tem por objetivo informar com decência os seus financiadores, o contribuinte britânico.
O Acre, ao contrário da Grã-bretanha - tem 100 anos e a comunicação está apenas começando. Por isso temos todas as chances de avançar construindo um modelo novo, original e de interesse Público.
Modelo de interesse público
Na Conferência de Comunicação o que mais se ouviu foi queixa sobre as dificuldades de acesso à mídia no Acre. Acesso aos meios de comunicação de empresários – TV, Rádio e Jornais - e até à Rede Pública.
Uma coisa tem que ficar clara, embora não seja muito: não existe imprensa, comunicação, mídia imparcial...Neutra. Isso é uma grande ilusão. O que temos de debater, conversar, é como a sociedade pode controlar os meios dedicados a ela.
Peguemos o exemplo, para ficar em casa, da Rede Pública do Acre [TV Aldeia, FM Aldeia e Difusora, incluindo as dos municípios]. É uma conquista o que temos hoje. Uma TV Aldeia que o Acre todo pode sintonizar. Chegar a esse estágio não foi fácil. Essa mesma Aldeia já foi criada e desmontada em outros tempos, outros governos. Com seus equipamentos, parte deles, inclusive, surrupiados de sua sede.
Hoje, as 22 cidades do Estado recebem as notícias da capital. Na minha adolescência, em Sena, não tínhamos. Tudo bem. São notícias do governo que, cá entre nós, são todas notícias boas, excelentes. E não poderia ser diferente. É o governo que controla a Rede Pública. Se você, leitor, fosse o governo, não faria o mesmo? Claro que faria. Eu também. É natural todo governo querer controlar os meios de comunicação, sejam eles privados [com repasses, com grana] ou os seus, montados com recursos do contribuinte.
Muitos reclamam, com certa dose de razão, do patrulhamento que ainda existe em cima da imprensa. Já houve mais. Mas temos que reconhecer que no passado não era patrulhamento. Era violência, física até, contra quem se dispunha a falar mal do governo. Gostei demais em ouvir o Aníbal Diniz afirmar que ‘o governo errou muito’ em querer controlar a mídia no primeiro governo da Frente Popular. Na minha opinião, o governador Binho tá se lixando para o que dizem – de ruim - do governo dele. Não é por acaso, embora seja coincidência, que a primeira Conferência de Comunicação aconteça exatamente no período Binho Marques.
Para mim, o grande desafio do Acre é encontrar meios de defender o que foi construído [a Rede Pública] e transformá-la de fato e de direito numa Rede de Interesse Público. Com controle social. Mas não só isso: direção oriunda da sociedade, tempo determinado de mandato e orçamento definido pelo Poder Legislativo. Dei, durante a Conferência, o exemplo da BBC, que é financiada pelo cidadão britânico e, do jeito deles, consegue ficar imune ao primeiro-ministro de plantão.
Sei que não é fácil construir um modelo assim. Mesmo a BBC, com a realeza, lordes e súditos, tem lá seus problemas. No entanto conseguiram construir uma mídia pública que tem por objetivo informar com decência os seus financiadores, o contribuinte britânico.
O Acre, ao contrário da Grã-bretanha - tem 100 anos e a comunicação está apenas começando. Por isso temos todas as chances de avançar construindo um modelo novo, original e de interesse Público.
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